War Horse (Cavalo de Guerra)

War Horse uma adaptação de um livro Infanto-juvenil, que emociona também os adultos.

Por Equipe Cavalos do Sul

07/12/2012

O cavalo inglês Joey foi vendido para a cavalaria britânica e depois é enviado para a França. Apanhando no fogo inimigo o cavalo serve a ambos os lados e sobrevive a uma odisseia que o deixa sozinho em terras de ninguém. O jovem Albert, seu proprietário não tem idade para se alistar no exército, mas não pode esquecer seu cavalo Joey e embarca numa perigosa missão para encontrá-lo e trazê-lo para casa.

A peça magistralmente montada onde fantoches representam homens e cavalos que são mandados para a 1ª Grande Guerra (1914-1918), onde os cavalos tiveram um papel significante nos combates. Isto foi um absurdo, pois uma única metralhadora poderia dizimar um pelotão de cavalaria. Os horrores destas cenas onde homens com seus bravos cavalos feridos deslizavam para suas mortes em trincheiras alagadas estão registrados na história.

A peça demonstra a pureza dos cavalos, criaturas que tem sido símbolo de inocência e honestidade. Um ser capaz de profundas conexões com os seres humanos. Onde prevalece a amizade, a confiança e a sensibilidade.

No momento em que Joey passa a pertencer ao exército alemão, a peça transmite a mensagem que os cavalos estão do lado dos humanos e não de suas causas particulares.

O momento mais impressionante de War Horse é quando um tanque pesado vai em direção a Joey, que empina com terror. Um animal nobre e de grande porte, enfrentando uma arma devastadora que torna sua grandeza inútil, transparecendo toda sua fragilidade. A lógica das armas de 1914 é inadmissível para o imaginário contemporâneo, pois combina com a loucura de mandar homens montados para enfrentar tanques de guerra.

O cavalo confrontando o tanque de guerra, diz Michael Morpurgo "foi um dos grandes momentos do século XX".

Fonte: Artigo escrito por Deolir Dall'Onder para a Revista Acontece Sul - Edição 97 - Dezembro 2011

Posts Relacionados

© 2021 Cavalos do Sul