Cavalos e música: ótima combinação

No Rio Grande do Sul o cavalo faz parte da vida de muitas pessoas, e isso é claramente notável quando ouvimos as músicas tradicionais gaúchas. No artigo vamos conhecer a história da música Pêlos.

Por Equipe Cavalos do Sul

23/07/2013

José Cláudio Machado, músico tradicionalista gaúcho, sempre impressionou pela habilidade que possuía de tornar simples melodias em clássicos da música gaúcha. Temos como grandes exemplos as músicas “Pêlos” e “Pedro Guará”.

Em 1972, com a referida “Pedro Guará”, José foi o vencedor da Califórnia de Canção Nativa, evento artístico musical que ocorre no Rio Grande do Sul desde 1971, considerada patrimônio cultural do Estado. Na mesma década ele iria integrar o grupo nativista Os Teatinos.

O tempo passou, e em 1982 lançou-se a primeira Reculuta da Canção Crioula, em Guaíba/RS, evento destinado a incentivar o tradicionalismo. Dois anos depois, em 1984, na segunda edição do evento, o prêmio era um Potro Mouro, e José Cláudio Machado iria participar. E foi assim, que nasceu a música “Pêlos”, onde traz em sua letra um trecho que diz: “Só me falta o potro mouro, que é pra sentar meus arreios”...

                             

Música especialmente criada para o concurso, com uma letra totalmente voltada aos cavalos, e a relação do cantor com eles. Infelizmente não lhe deu o 1º lugar, porém foi capaz de mostrar o brilhantismo que José C. Machado possuía, tanto para compor quanto para cantar. Mostrou que além de um simples músico tradicionalista, José Cláudio Machado era também um grande gaúcho, nascido e criado em meio ao campo, aos cavalos e a cultura gaúcha.

E então, em 12 de dezembro de 2011, aos 63 anos, José Cláudio Machado veio a falecer, deixando um legado de grandes composições, mas uma, em especial, que abrilhanta e define de forma mais gaudéria impossível o cavalo gaúcho, música que sempre é lembrada, e foi um dos marcos em sua carreira, a eterna “Pêlos”.

 

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