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Saúde
Publicado em 14/03/2018 Comentários

Transporte de Equinos

Os cavalos podem ser transportados pelos tipos usuais de transporte, tais como: aéreo, marítimo, fluvial, ferroviário e o mais usual o rodoviário.

Os cavalos podem ser transportados pelos tipos usuais de transporte, tais como: aéreo, marítimo, fluvial, ferroviário e o mais usual o rodoviário.

No transporte rodoviário utilizam-se reboques para um ou dois animais com rampa de entrada traseira e rampa de saída pela frente, (infelizmente poucos reboques tem esse recurso). E também caminhões podendo ser abertos ou fechados. Os abertos são os conhecidos "boiadeiros". Eles apresentam a grande desvantagem de não proteger o cavalo contra as intempéries e de não constituir em um meio seguro para o animal. Os fechados também chamados de Box oferecem melhores condições, pois é seguro, protege o animal contra o mau tempo e lhe proporciona certo conforto, pois são dotados de divisórias providas de proteções acolchoadas que evitam ferimentos.
Cuidados devem ser tomados antes e durante o embarque tais como: 
O cavalo deve receber grãos (ração, milho, aveia, etc.) somente até duas horas antes do embarque, pois esse tipo de alimento se administrado próximo ao horário de embarque, pode ocasionar perturbações gastrointestinais. Nos momentos que antecedem o embarque e durante o mesmo somente oferecer ao animal alimentos volumosos, tais como capim verde ou feno de alfafa ou de gramíneas. Cavalos viajam mais acomodados se estiverem comendo. Administrar água a vontade.

Quanto mais protegido o corpo do cavalo, menor é o risco da ocorrência de traumatismos. São as seguintes as partes que devem ser protegidas: Coroa do casco - com o uso de protetores específicos, ou cloches, ou ainda com ligas de crepom. Membros - com protetores especiais de espuma ou feltro, revestidos com náilon ou couro. A proteção dos anteriores deve ir até o joelho e nos posteriores até o jarrete. Nuca – deve ser protegida por um protetor anatômico especial para essa região, confeccionado em feltro e couro. Esse protetor evita traumatismo nessa região em virtude de possíveis cabeçadas no teto do veículo. Cola – o protetor de cola evita que a cauda ou a cola do cavalo fira-se pelo atrito com a parede do veículo. A aplicação deste tipo de proteção exige cuidados especiais e boa habilidade por parte de quem aplica. Quando mal colocado esse dispositivo pode causar grandes danos no animal. Se muito apertado pode até causar gangrena na cauda e quando frouxo, pode cair e ferir a cola. 

Para minimizar os efeitos das baixas temperaturas e vento o cavalo deve estar coberto com capa, que deve ser leve, de modo a não acumular calor em excesso no corpo do animal. 

O transporte rodoviário de equinos deve prever paradas de descanso, sendo que a primeira deverá ser na primeira meia hora de viagem e as demais devem ser realizadas de duas em duas horas, ou quando outro motivo determine. A duração de cada parada deve ser em torno de 20 minutos.

Nas viagens de grandes distâncias deve-se prever paradas a cada oito horas com um descanso de cinco horas para os cavalos beberem água e passearem por meia hora e se possível receber ducha.


Não transportar o cavalo sem a devida documentação sanitária, sendo obrigatório o atestado de exame para Anemia Infecciosa Equina (AIE). Poderão ser exigidos atestados de Influenza, Mormo, e outros. Por exemplo, para a Argentina são necessários além dos citados mais estomatite vesicular, arterite viral e piroplasmose. Além do documento do cavalo e da Guia de Transporte Animal- (GTA) 

Na nossa região são poucos os proprietários que transportam seus cavalos com conforto e segurança. Temos visto neste inverno cavalos sendo transportados sem capa de proteção contra o frio e o vento e em precárias condições.

Artigo revista Acontece escrito por Deolir Dall’Onder em 09 de Outubro de 2013.

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